Soluções avançadas em revestimentos metálicos para energia eólica onshore e offshore

Cenário da energia eólica no Brasil

O avanço da energia eólica no Brasil ocorre em ritmo acelerado, sustentado por uma matriz elétrica altamente renovável. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), 88,2% da eletricidade nacional tem origem em fontes renováveis, e a combinação de geração eólica e solar já representa 23,7% do total, com a energia eólica projetada para crescer 12,4% em 2024.

Ilustração mostrando o funcionamento de turbinas eólicas e transmissão de energia para subestação elétrica.
Fonte: Lumencity

Esse cenário exige infraestrutura capaz de operar com alta disponibilidade, baixa necessidade de intervenção e durabilidade superior a 25 anos, sobretudo em regiões classificadas como C4 (alta) e C5-M (muito alta, ambiente marinho) segundo as normas ISO 12944-2 e ISO 9223, frequentemente encontradas em parques litorâneos e, futuramente, nas instalações offshore previstas para o país.

Veja como as torres eólicas funcionam neste conteúdo produzido pela empresa JAES Company:

Integridade estrutural das torres eólicas

A integridade de torres, fundações e componentes metálicos depende diretamente de sistemas robustos de engenharia, preparação adequada da superfície e monitoramento contínuo. Como essas estruturas permanecem expostas a condições climáticas severas, é essencial garantir uma proteção eficiente das camadas de revestimento para minimizar intervenções de manutenção e prolongar a vida útil.

A ausência de revestimentos adequados favorece o surgimento de processos corrosivos, desde corrosão sob filme até pitches profundos e ataques localizados em soldas e flanges. Esses danos reduzem a seção resistente, aumentam a flexibilidade estrutural e comprometem a rigidez e estabilidade da torre.

Consequentemente, a degradação dos materiais afeta diretamente a disponibilidade operacional e eleva o LCOE (Levelized Cost of Energy), já que cada hora de parada implica perda de geração e altos custos de manutenção em altura ou em ambiente marítimo.

Desafios gerados pela corrosão na geração de energia eólica onshore e offshore 

A corrosão em turbinas eólicas brasileiras é intensificada por condições ambientais severas: alta salinidade, umidade contínua, radiação UV intensa, ciclos térmicos diários expressivos, ventos com partículas abrasivas e, no caso offshore, imersão intermitente, respingos constantes e bioincrustação.

Os mecanismos de degradação mais relevantes incluem:

  • Corrosão atmosférica catalisada por cloretos;
  • Corrosão galvânica em interfaces metálicas dissimilares;
  • Corrosão por fresta em juntas flangeadas e fixadores devido a microambientes confinados;
  • Pitches em regiões de retenção de eletrólitos;
  • Trincamento por corrosão sob tensão em áreas com tensões residuais;
  • Erosão-corrosão em zonas de fluxo de partículas;
  • Ataque acelerado em regiões termicamente afetadas pela solda.
Parque eólico offshore com turbinas instaladas no mar, projetadas para geração de energia em ambientes altamente corrosivos.

Os pontos críticos destas estruturas incluem: bases de torre, portas de acesso, plataformas internas e externas, escadas, sistemas de fixação, flanges de união, nacelles, cubos, peças rotativas expostas e componentes sujeitos a vibração e abrasão.

As consequências práticas são maior frequência de inspeções, necessidade de rope access, mobilização de embarcações offshore, retrabalhos frequentes, maior risco estrutural e aumento do TCO. Sem sistemas de proteção adequados, a vida útil projetada não se sustenta e o custo operacional cresce substancialmente, tornando o controle de corrosão parte essencial da engenharia econômica do projeto.

Tecnologia TSA e ligas anticorrosivas aplicadas 

O TSA (TSA (Thermal Spray Aluminium é referência para proteção anticorrosiva em estruturas metálicas expostas a atmosferas marinhas severas. Diferentemente de sistemas exclusivamente poliméricos, o TSA cria uma camada metálica que combina barreira física e proteção catódica sacrificial, mantendo desempenho mesmo diante de microdanos na superfície.

A aplicação exige preparação do substrato por jateamento abrasivo conforme normas regulatórias, com rugosidade controlada para garantir aderência elevada e ancoragem mecânica adequada.

Após a preparação, o depósito térmico forma uma microestrutura lamelar com porosidade controlada, permitindo reação eletroquímica eficiente em pontos expostos.

Parâmetros de processo críticos incluem: temperatura do substrato, distância da tocha, velocidade de deposição, taxa de alimentação do metal e inspeção pós-aplicação por medição de espessura, ensaios de aderência e verificação de contaminação por sais solúveis. A espessura típica varia entre 150 e 250 μm, e a aderência mínima deve superar 5 MPa.

Falhas comuns: delaminação por contaminação do substrato, porosidade excessiva devido a parâmetros incorretos, oxidação interna por temperatura acima do limite, perda de aderência por perfil de rugosidade inadequado e formação de caminhos preferenciais de corrosão por aplicação irregular.

Portanto, qualificação da equipe, rastreabilidade do processo e inspeção independente são práticas recomendadas. Essa tecnologia, amplamente utilizada em óleo e gás offshore, é cada vez mais adotada na energia eólica devido à similaridade das condições ambientais e aos requisitos de durabilidade.

Além do TSA, a aplicação de ligas metálicas e processos complementares é fundamental para componentes críticos em turbinas, como eixos, pinos, sistemas hidráulicos, rolamentos e superfícies sujeitas a abrasão e cavitação.

Componente metálico revestido por aspersão térmica TSA, garantindo proteção anticorrosiva para uso em turbinas eólicas onshore e offshore.

Em superfícies sujeitas a vibração, variação térmica e atmosferas agressivas, a escolha da liga, a preparação, a técnica de aplicação e a espessura final definem o desempenho ao longo do ciclo de vida do ativo.

Benefícios operacionais e sustentáveis das soluções Sulcromo

A aplicação de sistemas de revestimentos metálicos na superfície reduz significativamente a necessidade de manutenção corretiva, aumenta a confiabilidade estrutural e garante previsibilidade de custos ao longo da vida útil do ativo.

Os resultados incluem: maior disponibilidade operacional, menor impacto de intervenções externas, redução de janelas de manutenção e mitigação de risco estrutural — fatores essenciais para atingir metas de OPEX e manter competitividade em um mercado que exige eficiência energética e performance operacional contínua.

Além disso, contribui para metas ESG e para a transição energética, ao prolongar o ciclo de vida dos componentes, reduzir resíduos industriais e apoiar matrizes de energia renovável de longo prazo.

Experiência e confiabilidade Sulcromo

Com mais de 50 anos de atuação em setores críticos como energia, óleo e gás, mineração e infraestrutura industrial, a Sulcromo alia tecnologia de ponta, rastreabilidade de processos e conformidade normativa para garantir desempenho, durabilidade e segurança em ambientes altamente corrosivos.

Integridade de superfície não é detalhe acessório: é elemento central da engenharia de confiabilidade no setor eólico. Negligenciar proteção anticorrosiva é, inevitavelmente, antecipar falhas e elevar o custo total de operação.

Reduza custos operacionais e aumente a disponibilidade dos seus equipamentos com os revestimentos anticorrosivos da Sulcromo.
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