Carboneto de tungstênio na mineração: resistência ao desgaste em ambientes extremos

Imagem: Shane McLendon / Unsplash 

Meta: O carboneto de tungstênio é a melhor alternativa em termos de resistência e no combate ao desgaste ocasionado nos processos de mineração.

O carboneto de tungstênio é um composto cerâmico extremamente duro e denso, amplamente utilizado em aplicações industriais devido à sua resistência excepcional ao desgaste. 

Sua densidade é cerca de duas vezes superior à do aço, o que o torna particularmente eficaz em contextos onde estabilidade dimensional e durabilidade são essenciais.

Esse material foi identificado pela primeira vez em 1781, pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele, notório por suas contribuições à química inorgânica e farmacêutica.

Apesar das propriedades físico-químicas notáveis, o aproveitamento prático e a viabilidade comercial do carboneto de tungstênio só se consolidaram na década de 1920. Naquele período, a indústria demandava soluções com alta resistência a desgaste mecânico, impacto e abrasão, exigências que esse composto passou a suprir com eficiência.

Atualmente, o carboneto de tungstênio é amplamente empregado na fabricação de ferramentas de corte e perfuração de alta performance, sendo particularmente valorizado no setor de mineração, onde a integridade estrutural do material é constantemente posta à prova.

Sua aplicação contribui para a redução significativa de custos operacionais, minimizando a necessidade de manutenções corretivas e substituição prematura de componentes.

Neste post, apresentaremos os ganhos operacionais e resultados esperados a partir da aplicação desse revestimento. Continue a leitura e confira detalhes.

O que é o carboneto de tungstênio? 

O carboneto de tungstênio é um composto binário formado por átomos de tungstênio (W) e carbono (C), cuja estrutura confere propriedades excepcionais de dureza e resistência ao desgaste.

Quando utilizado como revestimento superficial, esse composto atua como uma barreira protetiva de alta eficiência, prolongando substancialmente a vida útil e o desempenho funcional de peças submetidas a condições severas de operação, como aquelas presentes na indústria de mineração.

Para fins comparativos, ferramentas revestidas com carboneto de tungstênio podem apresentar uma durabilidade até dez vezes superior à de ferramentas convencionais produzidas em aço.

Cilindro industrial de grande porte com revestimento de carboneto de tungstênio, utilizado para resistir ao desgaste em operações de mineração de alta exigência.
(Imagem: Reprodução/Sulcromo)

Propriedades físicas

As propriedades físicas do carboneto de tungstênio são determinantes para sua aplicação industrial:

  • cor: cinza chumbo,
  • densidade: 19,25 g/cm³,
  • ponto de fusão: 2870 °C,
  • ponto de ebulição: 6000 °C (sob pressão de 760 mmHg),
  • condutividade térmica: 174 W/mK (em alguns casos, 110 W/mK),
  • coeficiente de expansão térmica: 5,8 µm/(m·K).

Propriedades mecânicas:

Suas propriedades mecânicas são as seguintes:

  • dureza: extremamente alta, entre 9,0 e 9,5 na escala de Mohs, e em torno de 1.200 a 1.350 na escala Vickers,
  • resistência à tração: alta, especialmente em aplicações de alta temperatura,
  • resistência à compressão: 3100 MPa,
  • resistência à flexão: 540 MPa,
  • resistência ao desgaste: alta resistência ao desgaste abrasivo, erosivo e corrosivo. 
  • resistência ao calor: mantém sua dureza em altas temperaturas, sendo utilizado em aplicações que exigem resistência ao calor.

Além de sua utilização em ferramentas de corte, o carboneto de tungstênio é amplamente empregado em componentes de alta demanda mecânica, como anéis de vedação, buchas de desgaste, rolos de tração, matrizes e roscas transportadoras. 

Por que o carboneto de tungstênio é uma aposta da mineração?

As operações de mineração envolvem condições operacionais severas, como abrasão intensa, choques mecânicos e temperaturas elevadas. 

Mão segurando fragmentos de minério bruto, simbolizando as condições extremas da mineração onde o uso de carboneto de tungstênio é essencial para resistir ao desgaste.
Imagem: Taylor Wright / Unsplash 

Essas exigências tornam inviável a utilização de materiais convencionais em ferramentas e equipamentos.

O carboneto de tungstênio, classificado como um metal duro, é amplamente utilizado em componentes sujeitos a esforços mecânicos intensos.  Além das ferramentas de ataque direto, o material também é aplicado em partes móveis de sistemas de transporte de minério, válvulas industriais, bombas e revestimentos de superfícies críticas.

Sua elevada resistência ao desgaste assegura maior longevidade aos componentes, reduzindo a frequência de falhas e interrupções no processo produtivo.

Comparativo com outros materiais ou revestimentos

Em relação a outros materiais comumente empregados na indústria, o carboneto de tungstênio apresenta vantagens técnicas claras, especialmente para aplicações na mineração.

Materiais como o ferro fundido e o aço-carbono não oferecem resistência satisfatória à corrosão atmosférica (ferrugem), causada pela exposição simultânea ao oxigênio e à umidade. 

Já o aço inoxidável, embora imune à oxidação superficial, não é mecanicamente resistente o suficiente para suportar as condições abrasivas típicas do ambiente minerador.

Mesmo o titânio, amplamente reconhecido por sua resistência à corrosão, apresenta limitações de dureza e ponto de fusão inferiores aos do tungstênio, o que reduz sua eficiência em operações de impacto e abrasão severa.

Além das propriedades técnicas, o carboneto de tungstênio oferece vantagens em termos de custo-benefício, durabilidade e viabilidade de aplicação por meio de processos térmicos modernos, o que o posiciona como a solução de escolha para ambientes de alta severidade.

Como a Sulcromo aplica revestimentos com carboneto de tungstênio?

O processo de revestimento realizado pela Sulcromo utiliza tecnologia de aspersão térmica via HVOF (High Velocity Oxygen Fuel), um método de alta energia no qual o pó de carboneto de tungstênio é injetado em uma corrente de oxigênio combustível em altíssima velocidade e temperatura.

Durante o processo, as partículas aquecidas são aceleradas em direção à superfície metálica a ser revestida, formando uma camada protetora altamente aderente e resistente. 

A espessura do revestimento pode variar entre 0,05 mm e 0,50 mm, sendo definida com base em requisitos técnicos específicos de cada projeto, priorizando desempenho e custo-benefício.

Na Sulcromo, todos os procedimentos seguem controle rigoroso de qualidade e são executados por equipe técnica especializada, assegurando a confiabilidade e a performance dos revestimentos aplicados.

Resultados esperados e ganhos operacionais 

A aplicação de carboneto de tungstênio em peças, ferramentas e equipamentos de mineração resulta em melhorias operacionais e financeiras expressivas.

O principal ganho está no aumento da vida útil dos componentes, uma vez que o revestimento cria uma barreira extremamente resistente ao desgaste abrasivo, à erosão e à ação mecânica severa, prolongando significativamente o tempo de serviço dos ativos.

Esse prolongamento contribui diretamente para a redução dos custos com manutenção e substituição de peças, já que os intervalos entre trocas se tornam mais longos e a necessidade de intervenções corretivas é substancialmente menor.

Além disso, o menor desgaste ao longo do tempo operacional diminui o tempo de parada dos equipamentos, o que melhora a disponibilidade e a eficiência das máquinas.

Com isso, o custo-benefício da aplicação se torna evidente, pois o investimento em revestimentos técnicos impacta positivamente tanto a durabilidade dos componentes quanto o desempenho contínuo da operação, favorecendo a produtividade e a rentabilidade do processo como um todo.

Caso sua empresa deseje aprofundar o conhecimento sobre essa solução, entre em contato com a equipe técnica da Sulcromo e descubra as alternativas em revestimento sob medida para sua operação.

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