Um questionamento comum na hora de escolher o revestimento adequado para máquinas e equipamentos, diz respeito a utilização do cromo duro como uma opção mais econômica do que o carboneto de tungstênio. Essa informação procede?
Antes de respondermos a essa questão, vale a pena conferirmos algumas informações importantes a respeito desses dois revestimentos.
As duas opções são eficazes no que diz respeito à proteção de superfícies metálicas, oferecendo:
- aumento da vida útil das peças, máquinas e equipamentos industriais,
- melhora efetiva no desempenho dos equipamentos,
- excelência no atendimento de seus propósitos,
- redução dos gastos com manutenção.
Então qual revestimento é a melhor opção? A resposta é simples: depende! O que vai definir o uso do revestimento são as características técnicas de cada peça e o processo em que ela está inserida.
Cromo duro Vs carbeto de tungstênio
A melhor forma de conhecer o que o cromo duro e o carbeto ou carboneto de tungstênio oferecem está em conhecer suas características técnicas:
Cromo duro
- O cromo duro possui uma alta resistência ao desgaste e é uma ótima opção para aplicações que possuem atritos significativos.
- Sua dureza varia entre 900 e 1100 HV (Vickers).
- Possui uma boa resistência à corrosão, especialmente em ambientes com alto grau de salinidade;
- O cromo duro oferece aplicação de espessura variada, a camada podendo variar de mícrons a milímetros.
- O custo de mercado da aplicação do cromo duro tende a ser mais econômico que o do carbeto de tungstênio, em razão do preço da matéria prima e processo de banho eletrolítico.
Carbeto de tungstênio
- O carboneto de tungstênio também possui uma alta resistência ao desgaste, sendo uma excelente opção em aplicação de abrasão severa.
- Sua dureza é superior a maioria dos revestimentos, variando entre 1200 e 1350 HV (Vickers).
- O Carbeto de Tungstênio, tal como o cromo duro, é bastante resistente à corrosão, no entanto ambos podem apresentar problemas quando exposto a certos ácidos e álcalis específicos.
- No quesito temperatura, esse material suporta e mantém suas propriedades a temperaturas mais altas.
- Em função dos custos dos materiais utilizados no processo de aplicação (HVOF), os valores envolvidos nesse tipo de revestimento são superiores ao do cromo duro.
Revestimento adequado para diferentes aplicações
Como se observa, as características desses revestimentos diferem, portanto, torna-se necessário avaliar os materiais a receberem a aplicação, bem como os ambientes e uso desses componentes.
No mercado de revestimentos é sempre ideal consultar uma empresa especializada e responsável na hora de indicar a solução mais adequada, uma vez que processos industriais variam de empresa para empresa e por isso precisam ser analisados de forma individual.
Para ajudar, considere a tabela abaixo:
| Critério / Revestimento | Cromo Duro | Carbeto de Tungstênio |
| Resistência à corrosão | Alta | Alta |
| Resistência à abrasão | Alta | Alta |
| Dureza | Média 1100 HV | Média 1200 HV |
| Camada | 0.02 a 0.20mm | 0.05 a 0.50mm |
| Potencial de Tracionamento | Baixo | Alto |
| Resistência a temperaturas | Max 425°C | Max 700°C |
| Custo de mercado | Baixo | Alto |
| Custo Benefício | Alto, quando aplicado de forma adequada | Alto, quando aplicado de forma adequada |
O cromo duro possui um excelente custo-benefício, sendo mais econômico e uma opção viável quando os valores se tornam uma preocupação significativa para a empresa que necessita realizar a manutenção de peças e equipamentos.
A espessura do revestimento é variável, portanto, a opção ideal para a resistência ao desgaste ou restauração de componentes, uma vez que pode ser aplicado em várias camadas, e oferecendo ótima resistência ao desgaste e a corrosão.
Já o carbeto de tungstênio possui incríveis propriedades de alta dureza e resistência a corrosão e abrasão. O revestimento ainda possibilita a entrega de perfis diferentes, como rolos tracionadores com alto índice de rugosidade, ou mesmo perfil abridor em rolos com linhas de destaque bem definidas na superfície abridora de equipamentos.
Sua aplicação possibilita deposição de camadas de espessuras superiores, o que facilita em processos de recuperação dimensional de equipamentos. O processo controlado também oferece aplicação localizada, e sua operação é resistente em altas temperaturas.
Afinal, o cromo duro pode ser uma opção mais econômica que o carboneto de tungstênio?
Sim, o cromo duro é uma opção mais econômica que o carboneto de tungstênio, no entanto, é preciso considerar o objetivo e as necessidades específicas de cada aplicação.
Isto quer dizer que o cromo duro é melhor que o carbeto de tungstênio? Não.
Pior? Também não.
Se olharmos apenas no quesito custo, sem considerar outros fatores tecnicamente importantes, a aplicação do cromo pode ser feita de forma equivocada, tornando-se onerosa. O mesmo vale para o carbeto de tungstênio – existem fatores a serem considerados, e também a possibilidade de que o cromo duro possa sim ser utilizado oferecendo proteção e resistência, com valores inferiores.
A recomendação é: na hora de escolher, tenha a certeza de consultar fornecedores com capacidade de oferecer ambas as soluções considerando o melhor processo para a sua empresa, e a melhor opção no que se refere ao custo-benefício para você.
Entre em contato e confira.

